1) Compreende bem o conceito de alteridade?
Pesquise o significado desse termo, estabelecendo sua relação com o conceito de
“identidade” nos estudos antropológicos.
Alteridade é a capacidade de reconhecer o próximo em sua
plenitude e dignidade. É saber reconhecer os direitos e diferenças do próximo e
por meio disso adquirir mais conhecimento.
Na Antropologia a alteridade é conhecida como um campo que
busca estudar as diferentes culturas e etnias do ser humano. É o estudo do
Homem na sua plenitude e dos fenômenos que o envolvem.
De lado oposto temos o conceito de identidade que é a
capacidade de diferenciar o outro por suas diferenças e semelhanças.
Levando em conta esses conceitos podemos exemplificar com a
ideia de que muito da cultura oriental hoje é vista com um certo estranhamento
pelo ocidente. Muitas vezes não compreendemos o modo de vida oriental, seus
costumes, cultura e religião. Isso se dá ao fato de desenvolvermos a nossa
identidade sobrepondo-se a alteridade existe em nossas relações pessoais. Tal fato
que não ocorria durante o período do primeiro milênio, principalmente pelas
relações estabelecidas entre os povos do oriente e ocidente durante toda
antiguidade histórica.
2) O que faria um imperador aderir a uma
religião até então marginalizada e vista com péssimos olhos pela maioria dos
habitantes do Império Romano? Constantino teria visto no cristianismo a
possibilidade de mudar a história? Teria sido um oportunista? A partir do que
estudamos, discorra sobre os motivos que levaram Constantino a se converter ao
cristianismo.
A conversão de Constantino é muito discutida no meio dos
historiadores. Aqui trarei apenas duas teses. Vejamos:
Alguns acreditam que a conversão do imperador tenha sido
motivada pela simples tendência supersticiosa da mentalidade da época, sendo
que o mesmo poderia ter se convertido por sua livre vontade e fé na então
nascente religião. Uma das justificativa para esta tese é de que o mesmo havia
sido influenciado pelos seus pais desde sua infância ao cristianismo. Assim no
decorrer de sua vida veio aderindo a uma das vertentes cristãs mesmo sem perder
ligação com os costumes pagãos já que o sincretismo na época era muito comum.
Portanto, com o crescimento da religião no império e os
incentivos por parte do próprio do Imperador. Houve uma contribuição para a
estruturação da igreja como instituição, da qual a influência da mesma ganharia
cada vez mais destaque e influência política.
Outra tese defendida por outros historiadores é de que o
mesmo havia aderido ao cristianismo pelo motivo de influência política, sendo
que, com o crescimento do cristianismo, logo seria necessária uma maior
tolerância a religião para acompanhar as devidas transformações sociais da
época. Outro fato é de que a ideologia pregada pelo cristianismo demonstrava Deus
gigantesco e apaixonado pela humanidade, suscitava sentimentos mais fortes que
a multidão de deuses do paganismo, que viviam para si mesmos. Desta forma era
de supor que a imagem de um Imperador ligada a um deus grande o tornaria grande
da mesma forma.
Vale lembrar que tais teses foram apresentadas de forma bem
sucinta e representam um apanhado geral de ideias mais aprofundadas sobre o
estudo e debate a respeito da conversão de Constantino.
Ao meu ver é bem provável que o imperador tenha realmente
professado uma fé real a alguma das vertentes cristãs existentes naquela época,
motivado principalmente por sua influência de berço e também pelo fato de que a
mentalidade comum era muito ligada a crenças e superstições. Isso obviamente,
não impediu que ele acabasse por manter alguns costumes pagãos, já que o
sincretismo era muito comum, inclusive existe teorias de associação ao Deus Sol
ao deus cristão por parte de Constantino.
Assim, é fácil supor que o mesmo fez o possível para
professar sua fé e populariza-la a todo Império por meio do incentivo da
centralização e instituição da fé cristã que foi adquirindo maior influência
política com o tempo.
3) Se Ário estivesse correto, Cristo não seria
divino e teria sido criado por Deus, assim como os homens. Como saber, então,
em que acreditar? Qual foi o critério adotado para se certificar sobre quem
postulava a verdade sobre a pessoa do “Filho”?
Em primeiro momento é importante esclarecer que no contexto
de fé não nos cabe julgar quem falava a “verdade”, pois a verdade depende
unicamente do ponto de vista de quem cre. Assim, devemos levar em conta que fé
não é uma ciência que pode ou deve ser provada ou testada para obtenção de
resultados exatos.
Retomando.
A fé promulgada por Ário se baseava na interpretação das
Escrituras (que na época ainda não havia sido consolidada), sendo portanto,
segundo ele, uma interpretação que deveria ser seguida pela comunidade cristã.
A condenação de sua crença veio por parte Atanásio, alegando
que a fé de Ario minava a Trindade porque considerava apenas uma das pessoas
como realmente divina, ocasionando uma desigualdade de substância e de
existência entre seus membros.
Por fim, após diversos discussões a respeito da divindade de
Cristo, foi por meio dos concílios ecumênicos que o cristianismo obteve um
dogma centralizado. A partir do Concílio de Niceia que a crença ariana foi
condenada como heresia e a concepção atanasiana se consolidou na Igreja.
O critério defendido Concílio determinou que o Filho havia
sido gerado e não criado, pois com isso se preservava a consubstancialidade
entre os dois. Ou seja: afirmou-se que a natureza do Filho era a mesma que a do
Pai. Por isso, ele era tão divino quanto o Pai. Era Deus que se engajara no
mundo e que, por um ato de amor e misericórdia pela criatura humana, encarnara
para a remissão dos pecados e para a salvação da humanidade.
4) Já se sente apto a traçar o caminho
percorrido pelo cristianismo e estabelecer seus pontos de embate e de apoio?
Faça um pequeno esboço dessa trajetória. Com essas anotações, poderá se
preparar para o estudo do Caderno de Referência de Conteúdo História Medieval
II.
O resumo será elaborado em um post posterior.

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